quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Fique aí




Fique aí
Eu fico aqui
Nesse ir e vir inconstante
Da calmaria dos ponteiros
À correria das horas

Fique aí
Contando passos
Marcando amassos
Sonhando em seguir meus passos

Eu fico aqui
Ensolarando os dias
Caminhando a esmo
Me aconchegando nas noites frias

Na inconstância das horas
Dos dias
Na ilusão de vidas vazias

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Contra o vento



Corra! 

Corra o mais rápido que puder, para que o ar estagnado vire vento, que bagunça os cabelos e sacode a saia.

Corra, para que o tempo voe e tudo fique no passado...

Corra!

Em direção ao sorriso fácil no fim da rua, que pra sempre quer dizer, –... serei sua... – mas então, continua.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Fish rain



É uma loucura controlada, uma necessidade de saber sem perguntar. Medo incoerente daquilo que não pode ser explicado. Razão acompanhada do turbilhão de sensações,um torvelinho de vontades. Querer correr sem destino e sentir o vento no rosto. Pular sem para-quedas e saber que la em baixo existe alguém para te segurar.

Dúvidas que surgem, sugerem, inquietam... são dizimadas em segundos. Talvez...Sim... Não... Hoje... Amanhã.

Saudade do que nunca se teve, por conhecimento de causa, razão e circunstância. De momentos que virão, por ideias e ideais que crescem a cada nascer do sol. Do toque, do cheiro, do gosto... do sentir estar perto.

São borboletas inconsequentes, insistem em dar piruetas, voltas e mais voltas... ansiedade. Cujo despertar não tem início. Adormece com beijos e desperta com um suspiro.

Será? Engolir o que lhe é dado como possível verdade, como inquietação da alma, sensação de desespero... uma serra cheia de curvas que desemboca no mar. Vasto, amplo, misterioso. Mar este de possibilidades, de esperanças e vontades.

Republicado (=

sábado, 6 de novembro de 2010

Das incertezas e dúvidas


Nas horas em que o escuro oprime a alma, a porta entreaberta barra... ao mesmo tempo que convida.

Das incertezas e dúvidas, do silêncio nas ruas e nas docas.

Apenas o som das ondas.

Constantes, ritmadas, que contam segredos de náufragos, de tesouros perdidos e encontrados. De amores abandonados, reencontrados... esquecidos.

Não há resposta.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sublimação


Um pingo em meio ao oceano, indiferente, invisível. Se vaporiza, na tentativa de sumir, se divide em pedaços mínimos, vaga pelo todo, buscando um lugar para se liquefazer...

Seu trajeto é tão distante, que passa por muitos lugares, são muitas coisas, faz parte do nada, apenas observa...

Em tempo idos, molhava a terra e provia o mundo...

Quando na escuridão, desaparece por completo. Mas se iluminado, vibra em muitas cores, reflete raios e ilumina seu caminho...

Mas invariavelmente, neste eterno inverno, não se permite liquefazer, transcende a lógica, e sublima. Abraça o gelo cristalino e inerte, aprisionando suas esperanças até a próxima primavera.